segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cadê o Rodney?


São 03:25 da madrugada do dia 6 de Abril de 2010. Desde esse mesmo horário, no Dia da Mentira, que meu canino não é visto por ninguém que possa me dar notícias dele. Desde esse mesmo horário, há 5 dias atrás, que eu rodo insanamente as redondezas de onde ele foi visto pela última vez colando cartazes em postes, perguntando pras pessoas que andam pela madrugada, assobiando e chamando seu nome na esperança de ouvir um latido familiar e o encontrar por um lindo acaso hollywoodiano. Fico checando o portão de casa, esperançosa, pra saber se ele não está lá fora esperando para entrar, como já fez tantas vezes.
Pensar sobre isso, escrever sobre isso, dói. Caralho, como dói. Eu fico imaginando aonde o Rodney estará agora. Será que alguém passou de carro e o levou para o outro lado da cidade? Como era feriado, tenho medo de alguém ter passado no caminho de alguma praia e ter levado ele pra lá. Ele também pode estar numa casa aqui perto e eu ainda não tive a sorte de colocar um cartaz visível o suficiente.
Talvez ele tenha sido vítima de atropelamento. Ou pode simplesmente estar trepando com alguma cadela no cio e vai aparecer quando quiser. É o que eu espero, na verdade. Que ele volte. De algum jeito. Porque ele sabe o caminho de volta pra casa.
Desde filhote que o Rodney é 'treinado' a ser mais esperto pra se dar bem. Por exemplo: quando ele fugia de casa, em suas épocas de filhote, eu inventava truques pra que ele voltasse. O primeiro que deu certo foi simular uma perseguição. Chegar perto dele como quem não quer nada e sair correndo pra dentro de casa. Ele, como um descendente de caçadores selvagens, vai querer pegar aquela pobre vítima em movimento, correndo por ter consciência do predador nas proximidades, e vai entrar dentro de casa rapidinho. Coisa de amador. O calhorda passou a parar bem na soleira da porta e ficar olhando com cara de "vem aqui fora que a gente continua". Depois, foi o truque da água. Deixar uma vasilha de água perto do portão para que ele achasse que conseguia ser rápido o suficiente pra entrar, beber água e sair de novo, antes que alguém fechasse o portão. E ele ERA, de fato, rápido o suficiente para isso. Porém, ele começou a perceber que apesar de sermos seres lerdos, sem agilidade nenhuma, conseguimos nos esquivar sem que ele perceba e fechar o portão nas costas dele. Solução canina: beber água de esgoto!


Escrever sobre isso tah me deixando na merda aqui. Vou parar, por ora. Depois escrevo mais.

:(

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